Sim, eliminei a conta no Facebook com a mesma facilidade com que no passado eliminei a conta no hi5, no MySpace ou que deixei de utilizar o MSN Messenger e o mIRC. A diferença é que os utilizadores do Facebook encaram a decisão de quem decide encerrar a conta como se fosse emigrar para o outro lado do mundo.

Ao contrário das plataformas anteriores, torna-se necessário explicar que não foram eliminadas amizades, que não se está zangado com ninguém, que uma pessoa não passa a ser anti-social porque abandona um canal de comunicação e, acima de tudo, mostrar que há mais internet para além do Facebook. Esta última é, sem dúvida, a parte mais difícil de todo o processo.

Quando criei a conta no início de 2009, o Facebook era de facto uma rede social, onde as pessoas interagiam com elevação, sentido de humor e vontade de partilhar conhecimento. Hoje é uma tasca cheia de ruído. Uma mistura de publicidade, futilidade, ódio, ignorância, estupidez e onde sobra já pouco espaço para a informação e partilha de ideias de forma inteligente. Um lamaçal onde só ao acto de fazer login passou a ser uma perda de tempo.

Os interessados em seguir o meu trabalho, as informações e as sugestões que partilho podem fazê-lo aqui, como sempre. Continuarei também no Twitter e no Instagram.

Os Amigos nunca precisaram do Facebook para manter o contacto.